domingo, 8 de março de 2009

A Grande Virada

Não gosto muito de convencionalismo. Essa coisa de Dia das Mulheres, Dia das Mães, Dia das Crianças, Dia da Consciência Negra.
Não se pode falar eu te amo e valorizar a mulher apenas nestes dias; prestar atenção num simples sorriso de uma criança somente no dia 12; sentir o arrependimento e tentar mudar, já que é quaresma; e refletir sobre os problemas que os negros enfrentaram (e ainda enfrentam), porque o dia “obriga” a fazer isso, já que em algumas cidades esse dia é considerado como feriado. Esses acontecimentos – fatos – não se resumem em 24 horas.
Mas hoje me renderei a esse tal de convencionalismo, e espero que seja somente hoje, pois não quero ter dias certos para questionar, discutir e observar esses tipos de “comemorações”.
Há uma semana vejo as chamadas de um canal de TV a cabo para o Dia Internacional da Mulher, e para comemorar o dia de hoje eles exibirão durante essas 24 horas: filmes, clipes, documentários, e afins. Em homenagem à elas. Me interessei por um dos filmes e me programei para vê-lo.
Acordei às 08h30 em pleno domingo (quem me conhece sabe, como eu adoro acordar cedo) só para ver o tal filme que chamou minha atenção. Às 09h00 estava deitadinha no meu querido sofá e observando o filme que começava. De cara pensei: “Acho que não é esse filme, devo ter visto o horário errado”. E logo em seguida o Tom Cruise entra em cena. Voltei para os meus botões: “Ai caramba é esse mesmo, não acredito que não é do jeito que imaginei”. Mesmo assim não desisti, continuei assistindo, esperaria até a cena da chamada do filme, se até lá eu realmente não me interassasse eu pararia (cena essa por sinal que só vi no final do filme).
O enredo prosseguiu, e lá pelo meio dele meus neurônios começaram a entrar em erupção, e quando acontece isso não sei se fico feliz ou triste, pois tenho que me dividir. Uma Mirela tenta prestar atenção no filme, e a outra se dedica aos seus pensamentos. Dessa vez (acho que) obtive sucesso.
Veio a seguinte pergunta: Do que nós mulheres realmente gostamos? (referente aos homens). O que eles precisam fazer para nos deixar completas? Lembrei-me também, do Marco Luque na apresentação do seu stand up, pois ele lança a pergunta: “Por que vocês mulheres têm que ser tão preocupadas e teimosas? O que nós precisamos fazer para agrada-las?”
Respondendo a minha pergunta e a indagação do Luque, a resultante foi:
Ao longo da História nos foi passado que não devemos fazer isso, sentir aquilo, pensar tal coisa, escolher o que realmente queremos. E ao passo que isso foi mudando e começamos a conquistar nosso espaço na sociedade, os homens esqueceram que podemos apóia-los e ajuda-los, sermos suas companheiras; e passaram a travar com nós, uma forte concorrência. Não apenas no mercado de trabalho, mas na parte sentimental, amorosa, conjugal.
Isso tornou algumas mulheres, em mulheres de ferro, as conhecidas feministas intoleráveis; algumas inseguras, pois não sabem até que ponto o homem é verdadeiro; outras dramáticas; e também as conhecidas teimosas, pois odeiam “dar o braço a torcer”.
O que realmente queremos? Queremos ser amadas, sem precisar implorar por isso, e que seja de forma natural. Queremos encontrar em nossos companheiros a amizade, a compreensão, a fidelidade e o carisma. Mas nada forçado; nada batalhado; nada pensado. Tudo verdadeiro e simples, como tem que ser.


A propósito o nome do filme, é o nome do título desse post. Quem não conferiu (acho meio improvável pois é de 1996) confira. Não foi à toa que ganhou Globo de Ouro, e concorreu ao Oscar de Melhor Filme.

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