sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Primeiro Festival


Estava eu no twitter quando vejo a seguinte informação: Los Hermanos tocará no SWU.
Gritei: PUTAAA QUE PARIUUU EU NÃO ACREDITOOO!!!! (essa parte foi um grito interno) MÃEEEE LOS HERMANOS TOCARÁ EM UM FESTIVALL... (essa foi externa)


Será necessário uma pequena pausa, para explicar o que a banda simboliza para mim...


Como todos que por ventura estão lendo este post, também conheci Los Hermanos por: "Anna Júlia" na época eu tinha apenas nove anos de idade. Não sabia o que era uma banda, curtia sertanejo e pagode (sim! Eu já gostei disso - passado cruel eu sei! admito!)

Conheci o que era música quando tinha doze anos de idade, em meados de 2002, e foi através da banda Legião Urbana. Fiquei fã, mas infelizmente o Renato Russo havia morrido há seis anos, ou seja, nada mais de banda. Nunca poderia(ei) ver o show dos caras, nunca!!!

Um dos primeiros cds da minha coleção (sim! Eu faço coleção de cds, não se assuste, me orgulho disso!) foi dado pela minha irmã, o título era: "Perfil - Los Hermanos" na primeira escuta me apaixonei, virei fã, comprei a discografia inteira. O ano era de 2008. O que isso significa? A banda entrou em recesso (prefiro pensar assim) em 2007. Acertou! Novamente fiquei fã de uma banda que não "existia(e)" mais.


Agora podemos voltar ao início do post


Você pode imaginar o que senti quando descobri que poderia ver o show da banda que eu tanto sou fã? Que tinha esta oportunidade mesmo a banda não "existindo" mais?

Para quem não sabe, SWU foi um festival de rock que ocorreu o ano passado (2010). Los Hermanos tocou no primeiro dia, mesmo dia de Rage Against The Machine. Não conhecia ninguém que fosse neste dia e não consegui convencer ninguém a ir comigo mas descartei qualquer possibilidade de não ir. Descobri que uma loja de rock da cidade vizinha havia alugado ônibus para ir ao Festival, paguei e fui.

Por mais que eu tente descrever ainda faltará detalhes do que foi o SWU, do que foi o show dos Los Hermanos e o que era o show da banda Rage Against The Machine.

A noite fazia 8ºC e eu estava sem blusa, gritando, berrando música por música. Me emocionava com a galera aos berros: "VOLTA LOS HERMANOS", vibrava a cada acorde, cada fala, cada tudo!
Acabou o show e eu não acreditava que havia vivido e visto tudo aquilo, estava estagnada, emocionada e muito feliz!

O que eu não sabia era que o melhor ou pior estava por vir. Não tinha a menor idéia da história do Rage Against The Machine. O pessoal que fiz amizade no festival só falava assim para mim: "Mi, fica com as pernas abertas, não caia, se você cair, você morre!" Eu ria, ri até o começo do show, depois quase chorei.

Quando o show dos caras começou eu não pulava, pulavam por mim, eu virei qualquer coisa, ser humano eu não era mais, perto dos marmanjos que lá estavam. Não tinha o menor conhecimento do que era bater cabeça, também descobri lá quando vi acontecer do meu lado. Comecei a ficar sem ar, a passar mal e quase sai carregada. A minha salvação veio com o garoto da turma que eu estava, pois foi ele que conseguiu me tirar de lá, me arrastando literalmente, agarrei nele e só soltei quando notei que estava em um lugar onde eu podia sentir minhas pernas e braços.

Desse lugar consegui curtir o show e que show!!! Os caras tocaram muito, o baixista então...

Cheguei em casa às 07h da manhã do dia seguinte, feliz e orgulhosa e ter encarado meu primeiro festival sozinha!




ps: Meus pais só descobriram que era um Festival de Rock um dia antes de eu ir. Eles abominam rock, para conseguir comprar o ingresso eu disse apenas que era um Festival de Música. Não menti, pois não deixou de ser um Festival de Música, quando descobriram do que se tratava não queriam deixar, mas como eu já tinha comprado o ingresso...

ps¹: Não me vejo indicando outra música a não ser "Último Romance" adoro todas as músicas da banda, mas por ela eu tenho um carinho mais especial.


=]

domingo, 27 de março de 2011

...

Não quero citar Clarice para impressionar
Cantar Vinicius para emocionar
Machucar se por acaso telefonar
Me entregar para chorar...

Quero o silêncio
Quero a razão
Quero por inteiro!


ps: Ao som de Nana Caymmi qualquer ser fica inspirado. A voz dessa mulher é penetrante, me deixa em êxtase. "Poupar Coração" dispensa qualquer outro comentário.

=]

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Desabafo de uma (ex)Vestibulanda


O novo sempre me seduziu, em contrapartida, sempre me amedrontou.

Se eu escrevesse tudo o que me ocorreu desde o post abaixo, o mais radical dos seres adoraria, pois adrenalina foi o que não faltou. Aos interessados, tentarei resumir (prometo!).

Fiz a mochilinha como mencionado (se tiver paciência de passar por aqui novamente, terá um post sobre tal experiência), no segundo dia de viagem, em Belo Horizonte, uma amiga me liga para dar os parabéns pelo fato de eu ter passado na Universidade Federal do Maranhão (vai por mim... Não queira saber o porquê da escolha). Entrei em contato com o MEC para saber se eu poderia esperar outros resultados, afinal, eu poderia ficar no meu estado ou até mesmo região. Foi respondido que não teria problema algum aguardar, pois a vaga era minha.

Tudo lindo, resolvi terminar a mochilinha e esperar os resultados até meados de fevereiro, se não rolasse nada por aqui, iria sem problema para região onde deu origem a famosa carta do nosso amigo Pero Vaz de Caminha. Assim fiz.

Não rolou (prefiro não comentar o motivo, pois cada vez que lembro tenho vontade de me bater!), preparei a família para a minha partida ao Maranhão, vi passagem, kitnet, liguei na Universidade para me informar sobre a documentação necessária para levar. Ao que recebo a informação que havia perdido a vaga pois deveria ter feito a matrícula na semana que saiu o resultado. Discuti com a reitoria, discuti com o MEC, em vão, é claro!

Opção? Aguardar mais um pouco ou esperar até o segundo semestre para Universidade Federal de Ouro Preto. Fiquei tranquila, deixei que os fatos sucedessem por si só.

Em uma tarde na casa da minha tia, abri meu email, li uma mensagem do MEC que dizia que era o último prazo para tentar bolsa em Instituição Particular com a nota do ENEM (e todas aquelas informações). Sem pretensão alguma me inscrevi e deu certo. Ganhei bolsa integral para estudar na PUC. Após pensar e conversar bastante com a família e amigos resolvi ir.

Me mudo para Campinas amanhã, em uma kitnet que não conheço, com uma menina que não conheço, em um lugar que não conheço.

O que penso de tudo isso é que os fatos acontecem porque TEM que acontecer. Podemos escolher, brigar, lutar, chorar, mas com o tempo percebemos que determinadas metas vão além de nossas decisões. Se é Deus, acaso, destino, força maior, não sei, mas eu vou descobrir o porquê dessa mudança e de peito aberto.



ps: Tenho escutado muita música boa de figurinhas novas no cenário durante esses dias. Mas me trairia se não indicasse "O Mundo é Um Moinho" do mestre Cartola, tanto pela lindíssima versão quanto pelo momento de transição em que passo...

=]

domingo, 16 de janeiro de 2011

Inha Inha Inha... Rumo a Mochilinha

Foto tirada quando ainda sonhávamos com nossas cartas!
Alguém ainda tem alguma dúvida que a viagem será mais que engraçada?

Viverei um ano em uma semana, que por sinal é esta que se inicia hoje. Tenho a 2ª fase da Unicamp pela frente e também tenho que decidir a Federal que optarei com o meu resultado do ENEM, mas o melhor de tudo, sendo este o motivo pelo qual escrevo no momento, é que meu mochilão (na verdade mochilinha) se iniciará na sexta-feira.

Tudo começou no dia em que eu estava indo para o Hopi Hari, comemorar os quatro anos de existência da agência onde trabalhava, conversando com o @Foncati sobre projetos futuro, de passar em uma Universidade, fazer mochilão pela Europa e assim por diante, ele me conta que percorreu de carro com a esposa, grande parte da Bahia e de Minas Gerais (principalmente a região do cerrado). Foi compartilhando comigo as vivências, os fatos engraçados, a experiência. Chegamos no parque!

Na volta para nossas respectivas casas o @Foncati retoma o assunto do projeto mochilão e diz: "Mirela você não precisa usar a Universidade como muleta, junta dinheiro, vai para Europa faz o seu mochilão, você é nova, voltará com outra cabeça, quem sabe até mude de curso..."

Fiquei com a idéia do mochilão na cabeça, mas a Europa para mim no momento seria praticamente impossível, até porque quero ir para lá defender um projeto, tese ou algo do tipo. Então tá Mirela pensa, Argentina? Uruguai? Chile? Os três países juntos? Não, não é isso! Pensa mais um pouco... BRASIL! É claro! Como poderia fazer uma viagem para outro país ou até mesmo continente sem conhecer direito meu próprio país. Mas o Brasil inteiro? Não vai dá, tenho menos de um mês para completar a viagem e menos de um ano para guardar dinheiro. Pensa novamente... Conhecer por cidades? Não! Estados? Também não! Quero algo que tenha ligação... Tá aí, conhecerei por região.

Depois de refletir novamente decidi começar pela região Sudeste. Fui juntando dinheiro sem revelar para ninguém a idéia (na verdade revelei apenas para uma pessoa que deu a maior força!). Decidi ir contando aos poucos e "LOUCA" foi a palavra mais usada pelas pessoas que iam descobrindo o projeto. Um novo dilema apareceu: ir sozinha ou convidar alguém? Ir sozinha ou convidar alguém? Optei por convidar. Tá, mas quem? Neurônios a mil novamente. Óbvio, ela topará.

Em uma tarde de sábado em um boteco da cidade, já um pouco alegre, compartilho o projeto com uma amiga, na verdade a melhor amiga (aquela que sabe até quando caguei! rs), ela topou de cara. No outro dia sã, liguei para confirmar, afinal o sim poderia ter vindo sob efeito alcoólico. De princípio ela rio e disse: "Então era verdade?". Respondi: "Claro que era! Pelo jeito irei sozinha então...". Retrucou: "Não! Eu vou, só vou falar oficialmente com meus pais, mas vou".

A partir disso foi só risada, planos, empolgação e ansiedade. Montamos a rota...
Começaremos por Minas e terminaremos em São Paulo. Para chegar até Minas iremos de avião. De Minas ao Espírito Santo iremos com um trêm que liga os dois estados e vai passando pelas cidades históricas, o tempo dentro da locomotiva? Apenas 14 horinhas. De Espírito Santo ao Rio de Janeiro iremos de ônibus, passaremos por Angra dos Reis e se tudo der certo Paraty. Depois disso voltamos para a terra da Garoa rumo Santa Bárbara d´Oeste encerrando assim nova aventura.

O mais engraçado disso tudo é ver o desespero da minha Mãe que ainda tenta me convencer a não ir. Essa semana mesmo me ofereceu uma guitarra em troca da viagem. E o mais triste é saber que passarei o aniversário da minha avó longe dela, mas ela entenderá, até melhor que eu...

Bora começar a arrumar as malas pois tenho uma região inteirinha esperando por mim e pela Lê Forti para ser desvendada.

Volto em breve com altas aventuras.

ps: Aquele serzinho ao meu lado na foto acima do post (que toda vez que olho dou muita risada de tão ridícula!) que será minha companheira na mochilinha.

ps¹: Existem inúmeras músicas que poderia ser trilha sonora para mochilinha, mas "De Repente" levou o troféu. Afinal era ela que estava tocando quando decidimos fazer a viagem e é ela que sempre cantamos (Letícia e eu) quando estamos mais alegre que o normal... hahaha


=]

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Grito do Silêncio


Sou o fantasma o desassossego
Sou o desespero a farsa

Sou o passado impostor a dor

Sou a mentira a infidelidade
Sou o amor omisso a vontade

Sou a felicidade louca o medo do futuro

Sou o riso o choro

Sou a saudade o lamento

Sou a lembrança o tormento

Sou o som o silêncio
O silêncio, o silêncio, o silêncio...


ps: Inspiração é algo que vem sem aviso prévio, se bem que depois de quarenta minutos absorvendo as obras do tio Chico não é de se assustar que ela apareça.

ps¹: Até mesmo como forma de retribuição minha indicação só poderia ser esta: "Se ao te conhecer dei pra sonhar, fiz tantos desvarios, rompi com o mundo, queimei meus navios, me diz pra onde é que ainda posso ir
..." É difícil, mas para mim, essa ainda é a mais linda dele, pois até o momento, foi a única que chorei quando escutei pela primeira vez.

=]

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Amor é Tão Longe


Perdi-me do nome
Hoje pode chamar-me de tua
Dancei em palácios
Hoje danço na rua

Vesti-me de sonhos

Hoje visto as bermas da estrada
De que serve voltar

Quando se volta para o nada
Eu não sei se um anjo me chama

Eu não sei dos mil homens na cama

E o céu não pode esperar

Eu não sei se a noite me leva

Eu não ouço o meu grito na treva

O fim quer me buscar

Sambei na avenida
No escuro fui porta-estandarte

Apagaram-se as luzes

É o futuro que parte
Escrevi o desejo
Corações que já esqueci

Com sedas matei

E com ferros morri

Eu não sei se um anjo me chama

Eu não sei dos mil homens na cama

E o céu não pode esperar

Eu não sei se a noite me leva
Eu não ouço o meu grito na treva

E o fim quer me buscar

Trouxe pouco

Levo menos

A distância até o fundo é tão pequena

No fundo, é tão pequena

A queda

E o amor é tão longe
O amor é tão longe

O amor é tão longe

O amor é tão longe


Balada de Gisberta - Pedro Abrunhosa


ps: Qualquer argumento meu é totalmente vago perto da arte acima. A única pessoa que conseguiu deixá-la ainda melhor foi a Maria Bethânia, mas recomendo a busca pelo o que está por trás da poesia.


=]

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ainda em 2010...

e que venha 2011 com gente fina, elegante e sincera


Retomando a retrospectiva começada ali embaixo...


Foi o ano que mais amei minha família, amigos, amores; mais entreguei-me por inteira aos momentos felizes mas principalmente aos tristes, pois através deles consegui levantar muito mais forte e encarar se preciso tudo novamente e com o peito aberto.

Foi o ano que mais chorei, mais senti, mais sorri, mas vivi...

Tanto me marcou que fiz questão de andar de bicicleta 30 km percorrendo os caminhos pelo qual passei durante esses 365, revivendo; relembrando cada desejo que foi conquistado, cada sonho que foi apenas sonhado, cada lágrima, cada sorriso, cada passo, cada tudo.

Fui recolhendo as lembranças e remontando, para enfim dar o primeiro passo com a bagagem vazia rumo ao novo número: 2011.

O que espero dele? Nada! O que 2011 espera de mim? Tudo! Que assim seja.


ps: É claro que por ser um post retrospectivo, a música eleita só poderia ser a melhor do ano, que para mim sem dúvida alguma - mesmo sendo antiga - foi "Tribalista" dos Tribalistas (ah vá!).
Música por si só é algo que me encanta, mas música inteligente é algo que eleva meu espírito para um lugar abstrato.
"Um dia já fui chimpanzé agora ando só com o pé... São turistas assim como você e seu vizinho dentro da placenta do planeta azulzinho..." Nunca ouvi algo tão belo e explicativo sobre a teoria da evolução. Realmente não poderia ser outra música para representar meu 2010.


=]